
Depois de ler a Carta aberta a Michel Teló e um post sobre A banda mais bonita da cidade (ambos no blog do Bruno Medina), voltei a uma reflexão sobre o conceito de sucesso e consolidação no meio cultural.
Muitas pessoas não gostaram da carta do Bruno, e acham um tanto ranzinza alguém criticar uma música que esteve provavelmente em grande parte das festas de reveillon, e foi traduzida pra no mínimo duas línguas mundo a fora, incluindo dancinha.
Pra mim a questão que fica é: com o contexto atual de tecnologia e nosso perfil de 'consumo cultural', será que deixaremos de ter sucessos que se consolidarão na posterioridade, como houve nas décadas passadas?
Independente do gênero musical, o que me inquieta é: será que daqui 30 anos teremos nossos filhos e netos ouvindo algo que foi produzido agora, e vendo shows como Paul Mcartney, Eric Clapton e Deep Purple trazerem duas ou até três gerações simultaneamente (pais e filhos, ou pais, filhos e avós)? Ou será que nossos filhos e netos estarão ouvindo 'clássicos' de 60 anos antes?
Ou será ainda que não precisamos mais do conceito de 'clássicos', e a tendência é que rumemos mesmo para um consumo descartável também de cultura?
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